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Empreender é gerar riqueza

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Por Gustavo Cerbasi

Muitos empreendedores acreditam que, ao montar um negócio próprio, conquistaram sua independência financeira. Essa ilusão costuma selar o atestado de óbito de muitas empresas antes mesmo de elas iniciarem suas atividades.

Uma empresa não é uma fonte de dinheiro, mas sim um meio para você produzir dinheiro ao colocar em prática sua estratégia. Essa produção é fruto de seu trabalho, caso você atue na empresa, ou de sua gestão, caso você delegue a atuação. Poderia ser também fruto de seus estudos, se você atuasse apenas como investidor, aquele cujo trabalho é identificar oportunidades de investimento.

Você só será financeiramente independente quando seus investimentos – ou sua empresa – forem capazes de gerar resultados sem depender de seu envolvimento 24 horas por dia. Caminhar pelas próprias pernas, como muita gente diz. Esqueça, portanto, o mito de que você não tem chefe. Você trabalha para você mesmo e deve ser rigoroso com seu “empregado”.

Seu negócio não é uma fonte inesgotável de dinheiro, ao contrário do que pensam os empreendedores que vivem mamando nos resultados, não se preocupando com a expansão ou o fortalecimento de sua empresa contra a concorrência. Essa é outra grande armadilha. Sua empresa é o maior investimento de sua vida. Como todo investimento, requer dinheiro (reinvestimento) e estratégia para gerar os melhores frutos. Quando nascem, as empresas geralmente carecem do capital ideal para alcançar sucesso. Esse capital ideal se constitui de dinheiro para investir na infraestrutura, recursos para o capital de giro por pelo menos 12 meses (prazo em que aprendemos quais estratégias e quais pessoas realmente devem ficar na empresa) e também recursos para manter a família do empreendedor durante o prazo em que ele não pensa em tirar lucros do negócio.

O capital de giro falta, na maioria dos casos, porque empreendedores usam seu próprio dinheiro para estruturar seu negócio, quando deveriam recorrer a bancos para financiar bens tangíveis. Deixe para usar seu dinheiro na emergência, não na oportunidade. Ou, então, para investir nas pessoas, não para comprar coisas.

A melhor estratégia para obtermos bom crédito é provar aos bancos e fornecedores que temos dinheiro e que só estamos consultando a viabilidade de usar o deles. Bancos emprestam mais facilmente e mais barato a quem menos precisa. Fornecedores oferecem mais prazos a empresas que não balançam nas crises. O que determina se o dinheiro estará ou não disponível para sua empresa é seu histórico e sua competência para segurar as rédeas. Cuide bem, portanto, de seu planejamento e de seu crédito.

 

Gustavo Cerbasi (www.gustavocerbasi.com.br) é especialista em Inteligência Financeira. Siga no Facebook (Gustavo Cerbasi Oficial), no YouTube e no Instagram (@gustavocerbasi).