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Com alta tímida na Páscoa, varejo busca alternativas para se recuperar

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As vendas de Páscoa ficaram aquém do esperado pelo varejo brasileiro em 2019. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o aumento em relação a 2018 foi de não mais do que 1,5%, um recuo ante os 2% do ano passado, somando em torno de R$ 2,4 bilhões.
 
A CNC aponta que diversos fatores contribuíram para esse cenário, como o repique inflacionário observado nos últimos dois meses e a manutenção das taxas de desemprego. Razões mercadológicas gerais, mas que não dependem especificamente do desempenho de cada empresa. Por outro lado, alguns quesitos no comportamento dos lojistas podem ter contribuído para a desaceleração das vendas, entre eles, a falta de investimento em inteligência de dados.
 
A análise é de Douglas Scheibler, CEO da BIMachine, empresa especializada em tecnologia de self-service BI.
 
“Empresários que desacreditam em gestão e tecnologia, muito possivelmente não reverterão as baixas vendas no ano que vem. Independente de como a economia vai se apresentar, o grande protagonista ainda será a disposição do lojista em aplicar ferramentas eficazes para controlar suas vendas do início ao fim e, assim, gerar um fluxo comercial otimizável”, declara o executivo.
 
Para ele, alcançar competitividade e incrementar os lucros depende do bom direcionamento dos investimentos, e uma das frentes que merecem atenção é o entendimento do mercado. Algo em que soluções de Business Intelligence (BI) podem ser úteis, já que, segundo estudos do Gartner e IDC, tendem a aumentar as receitas de empresas usuárias em até 15%.
 
“Não há mágica para vender mais, o que existe é a utilização de informações internas e externas para obter um cenário real do que precisa ser feito. Com um sistema voltado à inteligência de negócios, será possível captar e classificar dados realmente relevantes, entender o perfil e o comportamento do público, e, com isso, realizar análises que determinem decisões assertivas na estratégia de crescimento das vendas”, avalia Scheibler.
 
Também por meio destas informações, captadas pelo BI, o lojista poderá melhorar o desenvolvimento de estratégias, definir melhor a precificação de mercadorias, bem como desenhar promoções que sejam, de fato, rentáveis.
 
“A tendência é que a segurança dos consumidores retorne à normalidade cedo ou tarde, mas, independente disso, as empresas precisarão estar preparadas para receber este cliente e tornar sua experiência inesquecível, gerando fidelidade”, comenta o CEO. “É imprescindível sair do lugar e buscar possibilidades para vender de forma inteligente, mesmo em meio ao caos. O empresário é a cabeça do negócio, mas investir em inteligência de dados é dar alma à estratégia”, finaliza.
 
FONTE: Exame