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Pesquisa aponta para falta de consumo consciente entre brasileiros

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Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) consultou 910 pessoas sobre suas práticas de consumo. De acordo com os consumidores, antes de contratar crédito, parte dos usuários costuma analisar as tarifas e os juros praticados ao fazer um financiamento (71%) ou contrair um empréstimo (70%). Enquanto 45% ignoram as taxas do cheque especial e três entre dez (30%) reconhecem que não avaliam os encargos do cartão de crédito na hora de aceitar uma proposta.
 
Ao serem questionados sobre quais gastos controlam entre as modalidades utilizadas, 85% afirmam que ficam de olho no cheque pré-datado, 77% nas parcelas do financiamento e 75% do empréstimo. Ao mesmo tempo, o crediário (31%) e o cartão de crédito (30%) são os instrumentos que têm menor atenção.
 
Ainda de acordo com a pesquisa, 41% dos brasileiros dizem sim a ofertas de cartões de crédito de bancos ou de lojas. Ao receber contato de instituições ou empresas oferecendo cartões, 15% aceitam somente se tiver isenção de anuidade e outros 15% se de fato precisarem, enquanto 7% apenas porque gostam de ter crédito disponível e 3% acabam contratando sem sequer avaliar sua real necessidade.
 
O percentual dos que aderem a propostas de instituições para aumentar o limite de cheque especial é de 37%. Ao receber ofertas de bancos para aumentar o limite do cheque ou crédito extra, 19% concordam apenas se houver necessidade, 14% para ter “crédito disponível caso precisem” e 4% aceitam a proposta sem avaliar se precisam. Apenas 32% dispensam a oferta por afirmar não existir necessidade de crédito, especialmente, os homens (36%) e consumidores com mais de 55 anos (52%).
 
A pesquisa revelou ainda tendência de usar modalidade menos “burocratizadas”. O cartão de crédito lidera o ranking dos instrumentos de crédito mais utilizados no último ano, com 67% das menções. Em segundo lugar, surge o crediário, como carnês, boletos e cartões de loja (27%). Na sequência, aparecem o limite do cheque especial (17%), o empréstimo consignado em bancos (14%) e o empréstimo pessoal em bancos (12%).