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Aberturas e fechamentos de pontos de venda: saldo volta a ficar positivo no 1º semestre de 2018

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Um estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que o saldo entre aberturas e fechamentos de estabelecimentos comerciais com vínculo empregatício voltou a crescer entre janeiro e junho deste ano. Ao todo, foram abertos 2.252 pontos de venda neste período.
 
Os números representam o maior saldo semestral desde a segunda metade de 2013, além de ser o segundo semestre consecutivo de aumento. Mesmo assim, ainda não é momento para comemorações, pois o tímido avanço expôs a perda de fôlego da economia e as incertezas quanto à materialização de investimentos por parte do setor.
 
Diante do atual cenário de lenta recuperação econômica e de cautela nos investimentos, a CNC reduziu a previsão de abertura de pontos de venda no varejo brasileiro. As paralisações no terceiro bimestre do ano, o fraco cenário do mercado de trabalho, a desvalorização do real, as pressões de custos impostas pelo ritmo mais acelerado de preços administrados e, principalmente, a elevada incerteza com relação ao cenário político são alguns dos principais fatores inibidores de investimentos.
 
Os estados de São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais, respectivamente, foram os que mais tiveram abertura de novos pontos de vendas. Já o Rio de Janeiro foi responsável por 45% dos fechamentos entre os estados que registraram saldo negativo.
 
Contexto
 
A crise no varejo brasileiro teve início em 2014, quando as vendas encolheram pela primeira vez em 11 anos. Nos dois anos seguintes, o quadro se agravou, com o comércio apurando perdas reais de faturamento. Assim, o setor acumulou retração de 20% nos volumes de venda naqueles três anos. O saldo entre aberturas e fechamentos de estabelecimentos acompanhou, com alguma defasagem, a retração nas vendas, especialmente nos anos de 2015 e 2016 e, no primeiro semestre do ano passado, quando o setor acumulou a perda de 226,7 mil pontos de venda em todo o País.
 
Informações: Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)