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Dólar sobe e chega a R$4,11

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O dólar mantém a trajetória de alta nesta sexta-feira (17), chegando a alcançar R$ 4,11. O movimento acontece conforme investidores veem mais riscos diante da piora das expectativas para a economia e com preocupações sobre a perspectiva para a agenda de reformas.
 
Além disso, pesam as renovadas tensões na disputa comercial entre Estados Unidos e China, que também mantêm as bolsas estrangeiras operando no vermelho.
 
Às 15h, a moeda norte-americana subia 1,77%, vendida a R$ 4,1067. Na máxima da sessão até o momento, chegou a R$ 4,1122, maior cotação intradia desde 20 de setembro do ano passado (R$ 4,1217).
 
Nas casas de câmbio, o dólar turismo era negociado ao redor R$ 4,28 na compra em papel moeda, já considerando a cobrança de IOF (tributo). No cartão pré-pago, chega a R$ 4,50.
 
O real tem o pior desempenho entre as principais moedas globais nesta sessão, com o mercado testando a disposição do Banco Central para intervir no câmbio, destaca a Reuters.
 
O Banco Central vendeu nesta sexta-feira todos os 5,05 mil swaps cambiais tradicionais ofertados em leilão para rolagem do vencimento julho. Em 12 operações, o BC já rolou US$ 3,030 bilhões, de um total de US$ 10,089 bilhões a expirar em julho. O estoque de swaps do BC no mercado é de US$ 68,863 bilhões.
 
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,97%, vendida a R$ 4,0352 - maior patamar de fechamento desde 28 de setembro do ano passado (R$ 4,0378). No ano, considerando a alta nesta sexta, o dólar já acumula alta de cerca de 6%.
 
"O cenário parece cada dia mais desafiador, com a falta de articulação do governo colocando em xeque a aprovação das reformas. Bolsonaro voltou a enfatizar questões ideológicas, dificultando uma aproximação com o Congresso e deixando Guedes isolado na luta pela Previdência", destacou a corretora em relatório a clientes.
 
No cenário externo, a China afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos precisam mostrar sinceridade para manter negociações comerciais substanciais, reagindo às sanções à gigante chinesa Huawei anunciadas pelo governo norte-americano na véspera.
 
Pequim ainda não disse se vai retaliar contra a última medida dos EUA na tensão comercial, embora a mídia estatal tenha adotado um tom cada vez mais estridente, com o Diário do Povo do Partido Comunista publicando comentários de primeira página que evocam o espírito patriótico de guerras passadas.
 
FONTE: G1