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Natal terá crescimento inferior ao de 2017

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Mesmo com a melhora na economia, as definições no cenário político e a elevação da confiança de varejistas e consumidores, este ainda não será o ano de retomada do comércio. Um dos motivos para isso foi a antecipação das compras na Black Friday e impacto do dólar nos produtos.
 
O presidente da Associação Comercial de São Paul (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, avalia que “a economia está em marcha lenta, e a disparada do dólar – que está perto dos R$ 4, sendo que em 2017 estava próximo de R$ 3 – está pressionando o preço de produtos importados que compõem a cesta de final de ano, como bacalhau, vinho e eletrônicos”.
 
Para ele, outro fato que pode pesar nos negócios natalinos foi a antecipação das compras de itens mais caros – como eletrônicos – durante a edição da Black Friday deste ano. “Mas outros itens, especialmente brinquedos, roupas e artigos de uso pessoal devem ter desempenho melhor”, disse. 
 
De acordo com estimativa da ACSP, as vendas relacionadas ao período natalino devem crescer entre 2% e 3% na cidade de São Paulo, variação bem menor que a verificada no Natal de 2017, quando as vendas cresceram 4,5%.