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Setor de franquias cresce quase 6,8% no segundo trimestre de 2017

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Um bom ano para o setor de franquias no Brasil. Assim mostra a pesquisa realizada pela ABF – Associação Brasileira de Franchising, que aponta crescimento nominal de 6,8% no segundo trimestre deste ano. Apesar de o mesmo período de 2016 ter registrado índice superior (8,1%), considerando a inflação acumulada, os ganhos, entre abril e junho, foram significativos frente à instabilidade econômica vivida no cenário brasileiro. O faturamento neste período passou de R$ 35,180 bilhões para R$ 37,565 bilhões.

Na consideração da ABF, alguns fatores foram importantes para esse quadro, como a queda da inflação e a expansão de créditos às famílias, além da questão da liberação das contas inativas do FGTS. Para o presidente da ABF, Altino Christofoletti Junior, “paulatinamente, o setor vem fortalecendo seu crescimento em termos reais. Isso é muito importante, visto que enfrentamos um mês de deflação e severas incertezas políticas. Esse desempenho mostra a capacidade de reinvenção do setor e os benefícios da operação em rede”.

Analisando-se os dados de janeiro a junho de 2017 (Year to Date – YTD) em relação ao mesmo período anterior, o crescimento foi de 8%, passando de R$ 68,890 bilhões para R$ 74,428 bilhões. Quanto ao faturamento acumulado dos últimos 12 meses, o estudo revela que o sistema de franquias alcançou crescimento de 8,4%, com avanço da receita de R$144,615 bilhões para R$ 156,784 bilhões.

Mais empregos
Além disso, a pesquisa trimestral da ABF mostra a ampliação do número de empregos formais gerados no setor. Foi registrada a retomada na oferta de novas vagas que totalizou 1.200.694 trabalhadores diretamente empregados no sistema, 1% a mais do que no primeiro trimestre de 2017. Comparativamente, segundo o IBGE, o desemprego no Brasil registrou queda de 0,7% em relação ao trimestre anterior. 

“O desempenho positivo do setor e o relativo aumento no número de empregos demonstram que as empresas do franchising seguem uma trajetória de recuperação. Observamos que as redes continuam focadas em obter ganhos de eficiência na gestão, fazendo mais com menos, investindo na multicanalidade, em novas estratégias comerciais, enfim, atentas aos movimentos do mercado para responder rapidamente aos desafios desse período difícil vivido pelo País”, declara Cristofoletti.

Ainda na opinião do presidente da ABF, esse quadro associado às projeções do mercado para o ano de 2017, com crescimento do PIB em 0,34% e inflação abaixo do centro da meta, em 3,45%, reforçam a trajetória atual e a manutenção da projeção de crescimento do setor em 2017 que, de deverá ficar, entre 7% e 9%, segundo a ABF.

Quanto ao movimento de abertura e fechamento de unidades, o levantamento sugere um ritmo moderado. No 2º trimestre deste ano, foram abertos 3,2% pontos de venda na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 144.074 unidades de franquia em operação no País, e fechadas 1,3%, resultando num saldo de 1,9%. De acordo com Cristofoletti, “estamos passando por um período de maior conservadorismo na expansão, mas é ainda muito considerável o número de redes e empreendedores que continuam em movimento, tanto visando ganhos de curto prazo, como ocupando mercado para quando a economia se recuperar”.

Nesse sentido, os multifranqueados (franqueados com duas ou mais unidades de uma mesma marca) e franqueados multimarcas (com unidades de redes diferentes), associados ou não ao repasse de unidades, têm sido cada vez mais importantes para a manutenção do dinamismo do setor.  Em termos de número de redes, houve uma queda de 2% em relação a dezembro de 2016. Atualmente, temos 2979 redes atuando no Brasil. Além da diminuição da atividade econômica, um fator que tem contribuído para este movimento é que redes de menor porte, ao promover adequações ao atual cenário, acabam focando suas operações próprias. No entanto, novas marcas continuam a chegar ao setor, brasileiras e estrangeiras. 

Segmentos
Entre os segmentos, a maior variação de receita trimestral está o setor de Hotelaria e Turismo, com 10,1% de crescimento, seguido pelo de Saúde, Beleza e Bem-Estar (9,4%), que foi favorecido pelo aumento da procura por clínicas populares e pelo investimento de grandes redes na multicanalidade, entre outros fatores. Na terceira posição, entra o segmento de Casa e Construção (8,6%), demonstrando uma leve recuperação frente ao mesmo período do ano passado, a exemplo do que ocorreu com o segmento de Hotelaria e Turismo. A seguir vem Entretenimento e Lazer (7%) e Comunicação, Informática e Eletrônicos (6,6%).

Para o presidente da ABF, “esses dados indicam mais uma vez que o franchising tem saído de sua zona de conforto e buscado mercado fora dos grandes centros, especialmente no interior. Isso é positivo para o setor, pois explora melhor o potencial da economia brasileira, dirimindo riscos e ajudando a compensar a dificuldade encontrada em alguns grandes centros”.

Metodologia
A Pesquisa de Desempenho do Franchising referente ao 2º trimestre de 2017 envolveu uma base amostral com redes respondentes que representam cerca de 41% das unidades e 54% do faturamento total do setor. Envolvendo o mercado como um todo, inclusive não associados, os números do desempenho do setor de franchising são apurados em pesquisa por amostragem, cruzados com levantamentos feitos por entidades representantes de setores correlatos ao sistema de franquias, órgãos de governo, instituições parceiras e de ensino. Auditados por empresa independente, os dados divulgados pela ABF são referência para órgãos governamentais de diversas esferas, entidades internacionais do franchising, como World Franchise Council (WFC), Federação Ibero-americana de Franquias (FIAF) e instituições financeiras.

Fonte: http://www.abf.com.br/setor-de-franquias-registra-avanco-de-68-no-2-tri-aponta-abf/