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Qual o real impacto da Black Friday nas vendas natalinas no varejo?

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Essa é a pergunta que a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgado ontem (13) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pode responder. Segundo os dados divulgados,  a pressão negativa das vendas se deu em função do comércio de livros, móveis e eletrodomésticos e de vestuário. 
 
A professora de economia e especialista em comportamento do consumidor pela Universidade de São Paulo, Cecíla Mendes comenta que o faturamento do bruto do setor pode ser prejudicado, caso as vendas de itens de maior valor agregado tenham acontecido no último dia 23. 
 
“A Black Friday estimula o comércio pelos descontos. Se o volume de vendas sobe, mas o preço final é muito menor, isso prejudica a composição do faturamento bruto das empresas do segmento”, avaliou ela em entrevista ao DCI. 
 
A gerente da pesquisa do IBGE,  Isabella Nunes, comentou que as vendas de itens em supermercados e farmácias  amorteceu a retração do setor. "As atividades que mais têm crescido são as de primeira necessidade. Já aquelas que dependem de crédito e financiamento andam patinando", disse a especialista.  
 
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para cima a previsão de alta no varejo no acumulado de 2018. Agora, a estimativa é que o setor avance 4,8% na comparação com 2017, ante aos 4,5% previstos inicialmente. Para o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes, um indício do resultado positivo é inflação sob controle, melhora do mercado de trabalho e gradual liberação de crédito. 
 
FONTE: DCI