Notícias da Rede

Retomada de hábitos de consumo dos brasileiros deve acontecer em julho de 2019

voltar
 
A melhora no orçamento familiar deve demorar, no mínimo, seis meses para ser sentida. A expectativa é de que a volta do consumo e dos antigos hábitos financeiros seja lenta e adiada para julho de 2019 mesmo que 73% dos brasileiros tenham cortado despesas.
 
Segundo a Pesquisa Alelo Hábitos Financeiros dos Brasileiros, do total de trabalhadores que diminuíram seus gastos, 62% optaram por consumir marcas mais baratas e 61% começaram a sair para comer fora com menos frequência.
 
“O cenário econômico nos últimos anos deixou o trabalhador mais apreensivo ao gastar dinheiro. Se antes 38% dos trabalhadores costumavam ir toda semana ao mercado, hoje o número caiu para 8%, por exemplo. É uma tentativa de evitarem as famosas compras por impulso”, afirma o diretor de marketing e produtos da Alelo, André Turquetto.
 
A pesquisa revela ainda que 48% dos entrevistados afirmaram que deixaram de viajar, enquanto 27% substituíram medicamentos de marca por genéricos e 10% chegaram a cancelar o plano de saúde que tinham. Segundo o economista da Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC Boa Vista), Flávio Calife, “o orçamento familiar continua apertado, nem tanto por conta de endividamento, mas porque a renda diminuiu ante os altos índices de desemprego do País”.
 
Para Flávio Borges, superintendente de finanças do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mesmo que o resultado eleitoral traga maior confiança de empresários e consumidores, a recuperação da renda ainda “demora alguns trimestres”.“Primeiro é necessário que os empresários tomem a decisão de empregar novamente, para só então ativar o consumo e impulsionar a receita das companhias. Isso não deve ser refletido no orçamento familiar por, no mínimo, seis meses”, avalia o especialista.
 
Mesmo que a recuperação da renda seja impulsionada, no entanto, a volta dos antigos hábitos de consumo deve ser adiada até que haja maior certeza quanto ao ambiente macroeconômico brasileiro.“A estabilidade de ter um novo governo deve influenciar, mas a melhora vem devagar, principalmente, por causa do trauma da crise”, diz Calife.
 
FONTE: DCI